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Nunca desperdice uma boa crise!

21/9/2017

O atual momento político e econômico do país trouxe um destaque a uma palavra bastante conhecida no dia a dia de uma organização: Produtividade. Dados do The Conference Board apontam que o trabalhador brasileiro tem apenas 17,2% da produtividade do norte-americano e cerca da metade do argentino e do mexicano. Na América Latina ficamos na frente apenas dos bolivianos. A Confederação Nacional da Indústria revela que o índice por hora trabalhada aumentou 6,6% em dez anos (2002-2012), enquanto Coreia do Sul cresce 6,7% e EUA 4,4% anuais.

As deficiências da educação brasileira e o custo Brasil são geralmente atribuídos como causas desse quadro. No entanto, o ambiente externo corresponde a uma parte do problema, a verdade é que a receita de gestão brasileira é a mesma há mais de 25 anos, as práticas gerenciais atrasadas apontam que a gestão na indústria brasileira está entre as mais antiquadas no mundo e está pautada basicamente em:

  • Buscar resultados por pressão

  • Comando e controle

  • Baixo investimento em inteligência de gestão

O mundo está mudando rapidamente e a forma de fazer negócios também. Simplificar é a ordem! É necessário trocar a abordagem de redução de custos por uma perspectiva de gestão simplificada. O método consiste em propor uma visão de longo prazo em relação as capacitações críticas e diferenciais competitivos, ampliar o foco no valor gerado e simplificar a empresa nas áreas organizacional, operacional, comercial e capital.

O sucesso da implantação das novas medidas está diretamente relacionado com participação ativa da alta liderança no processo acompanhadas da capacidade de se adaptar às novas tendências da transformação digital. Sendo essas, iniciativas chave para mudar a cultura da empresa.

A boa notícia é que medidas eficazes podem deixar sua empresa mais produtiva e períodos de recessão tornam muito mais fáceis as mudanças e os ganhos de eficiência, a resistência diminui e as negociações fluem. 

 

Matriz de aumento da eficiência

 

  • Eficiência organizacional - Desburocratizar

 

O mais importante nessa etapa é identificar e remover toda a burocracia presente na empresa. Processos desnecessários ou mais lentos que o habitual para produzir os mesmos resultados, fragmentação de responsabilidades, hierarquia densas ou formalidade excessiva, fazendo com que decisões de aparência simples exijam múltiplas aprovações. 

Além de equipes desmotivadas, geralmente esses hábitos levam a uma avalanche de pedidos de informação e clientes (internos e externos) frustrados. O acúmulo de regras, processos e controles corporativos tem graves impactos negativos drenando a produtividade e causando desengajamento e sofrimento dos funcionários. Vale dizer que vícios burocráticos nascem de boas intenções na tentativa de resolver questões práticas sobre “como fazer as coisas”, contudo o mundo atual é complexo e requer adaptação constante.

É necessário cooperação, e isso exige olhar além dos próprios objetivos e restrições e colocar-se no lugar do outro para realmente ajudá-lo. Como acabar com a burocracia?

    • É necessário entender o problema - Quais são os principais sintomas de burocracia que penalizam a produtividade e desengajam pessoas?

    • É necessário resgatar a missão da empresa - Como podemos focar no que realmente importa, com o esforço mínimo para de fato agregar valor?

    • É necessário aumentar o poder dos gestores - Simplificando as estruturas; Integrando demandas contraditórias e aumentando constantemente o poder das estruturas existentes.

    • É necessário criar mecanismos de feedback, para que a autonomia reconquistada se transforme em comportamentos valiosos.

    • É necessário usar símbolos - visíveis e exemplares - no topo da organização - Rejeitando soluções complicadas; Metas primordiais como critérios; Princípios virtuosos e conhecidos por todos no dia a dia.

Em um ambiente de estagnação ou crise, reduzir a burocracia é uma das alavancas mais      poderosas que os gestores têm para ganhar produtividade e criar valor. Flexibilidade e capacidade de ajuste, empatia e facilidade para cooperar, tolerância à ambiguidade.

  • Eficiência Operacional - Deve ir além de cortar custos

 

Inicialmente, é preciso pensar no longo prazo. O foco não pode ser só em reduzir custos porque isso não necessariamente traz ganhos de produtividade a longo prazo e pode haver uma solução melhor. É importante construir uma cultura de excelência operacional, o que envolve melhorar a qualidade do produto e atender melhor o cliente ao mesmo tempo em que os processos são redesenhados, os insumos básicos são repensados e a estratégia organizacional é revisada.

 

7 medidas para aumentar a eficiência operacional:

    • Olhar para longo prazo, não para o curto

    • Ter indicadores de produtividade claros

    • Fazer uma gestão baseada em evidências

    • Cuidar da cadeia de fornecimento

    • Cortar o excesso de projetos que necessariamente não terão resultados

    • Compartilhar recursos, de máquinas e funcionalidades a colaboradores e conhecimento

    • Digitalizar e automatizar processos

 

  • Eficiência Comercial - Agir em três fronts

 

Vender melhor ao invés de vender mais. A nova realidade da economia brasileira exige uma nova postura, que não é apenas reduzir os preços e os investimentos em marketing e promoção e sim, utilizar a inteligência na estruturação de suas operações de marketing e comerciais e passar a acompanhar bem de perto a negociação de seus produtos e serviços no mercado, buscando otimizar todo o processo de comercialização a fim de garantir uma experiência de compra mais conveniente para os clientes, ao mesmo tempo a maior eficiência possível para a organização.

 

Eficiência comercia em três fronts:

  • Maior eficiência do investimento de marketing

  • Maior capacidade de venda

  • Maior eficácia de preço

 

  • Eficiência de Capital - Levar a crescer

 

Aperfeiçoar as estruturas de utilização de capital e fiscais, reduzindo riscos e aumentando a eficiência. Aumentar o rigor nas escolhas de investimento de capital em novos projetos. Projetos em curso devem ser gerenciados de modo que inclua eficiência e efetividade em: processos e governança. Gestão ativa do capital de giro permite a liberação rápida de caixa – por meio da otimização dos estoques, da excelência nos processos de contas a pagar e receber e da renegociação dos termos de pagamento e recebimento.

 

Otimização de capital:

  • Foco no Valor

  • Sustentabilidade econômica, social e ambiental

  • Compartilhamento de recursos

  • Simplificação operacional de footprint e da cadeia de valor

  • Digitalização

  • Segmentação e eficiência comercial

  • Otimização fiscal e de capital

  • Sourcing diretos e indiretos

  •  

 

 

 

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