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Problemas com Orçamento de Obra? Faça isso!

10/8/2018

Um dos fatores principais para um resultado financeiro positivo, ou seja, atendendo a expectativa de lucro é um processo de orçamentação eficaz. Quando o orçamento não é executado corretamente afeta acontecem frustrações no custo e prazo do projeto. Geralmente erra-se para menos, mas errar para o limite superior também representa um impacto negativo.

 

Para empresas que estão em processo licitatório para obras públicas ou privadas, o orçamento é a peça fundamental para sucesso na aquisição de novas obras. Como existem várias empresas no processo de concorrência é fundamental que o orçamento contemple todos os custos no preço final, e que ainda seja alcançável uma margem de lucro adequada para o serviço.

 

Orçar está longe de ser um exercício de futurologia ou adivinhação, muito pelo contrário, para um bom orçamentista é necessário um conhecimento detalhado dos serviços que serão executados, uma interpretação aprofundada dos projetos e especificações de cada empreendimento. Assim, identificando as dificuldades relacionadas a cada caso e atribuindo seus custos de execução.

 

 

O que compõe o orçamento?

 

Em geral o orçamento final é dado pela soma dos custos diretos, custos indiretos, impostos e lucro chegando ao preço final do serviço.

 

Custos diretos - Correspondem aos custos com mão-de-obra de operários, materiais, equipamentos.

 

Custos indiretos -  Equipes de supervisão e apoios, despesas gerais do canteiro de obras, taxas, etc.

 

Impostos e lucros - Porcentagem destinada para impostos sobre o serviço de engenharia ou execução da obra e percentual de lucro.

 

Quando alguém se depara com um orçamento de R$ 730.263,67, o valor apresentado com o rigor dos centavos não representa uma "precisão de duas casas decimais". Ele é, sim, decorrente de uma série de contas definidas a partir de premissas de cálculo que seguem uma lógica de engenharia.

 

Como calcular esses custos?

 

A aproximação de um orçamento está embutida em diversos itens:

 

• Mão-de-obra:

 

» Produtividade das equipes - quando, por exemplo, se admite que um pedreiro gasta 1,0 h para fazer 1,0 m² de alvenaria de bloco cerâmico, será por meio dessa premissa que o total de mão-de-obra de alvenaria será calculado. A produtividade afeta diretamente a composição de custo;

 

» Encargos sociais e trabalhistas - o percentual de encargos que incidem sobre a mão-de obra leva em conta premissas tais como incidência de acidentes do trabalho, rotatividade para cálculo de aviso prévio, faltas justificadas e outros elementos arbitrados a partir de parâmetros estatísticos e históricos.

 

• Material:

 

» Preço dos insumos - não se pode afirmar com certeza que os preços cotados durante a orçamentação serão os praticados durante a obra;

 

» Impostos - os impostos embutidos no preço de aquisição dos insumos podem variar durante a obra. Além disso, a base de cálculo de impostos como o ISS é estimada para fins de orçamento;

 

» Perda - o percentual de perda e desperdício é arbitrado para cada insumo que entra no orçamento. Assim, por exemplo, admitir que há uma perda de 8% no bloco cerâmico é uma consideração que pode se mostrar arrojada, realista ou conservadora;

 

» Reaproveitamento - consiste na quantidade de vezes que um insumo pode ser reutilizado. (Ex.: chapa compensada).

 

• Equipamento:

 

» Custo horário - o custo horário depende de parâmetros de cálculo como vida útil, custo de manutenção e operação, etc.;

 

» Produtividade - quando se assume, por exemplo, que uma escavadeira escava 50 m³ de solo por hora, há uma margem de incerteza incluída, pois a produtividade é função da disponibilidade mecânica (percentual de tempo em que o equipamento está em condições mecânicas de ser utilizado) e do coeficiente de utilização (percentual do tempo disponível em que o equipamento efetivamente trabalha), além do empolamento do material escavado (aumento de volume entre os estados natural e solto).

 

• Custos indiretos:

 

» Pessoal - salários e encargos sociais das equipes técnica, administrativa e de apoio;

 

» Despesas gerais - contas de água, luz, telefone, aluguel de equipamentos gerais (grua,

andaimes), seguros, fretes, etc.

 

• Imprevistos - Os orçamentistas precisam incluir no orçamento alguma verba para os custos que não podem ser orçados com certeza ou explicitamente: retrabalho por causa de chuvas, refazimento de serviço por má qualidade, danos causados por fenômenos naturais ou por terceiros, danos causados pela construtora a terceiros, etc.

 

Agora que entendemos um pouco mais da composição dos custos, quais são os passos para elaborar um orçamento eficaz?

 

Vamos lá…

 

1. Leitura e interpretação do projeto e especificações técnicas

2. Leitura e interpretação do edital - No caso da obra ser um objeto de concorrência

3. Visita técnica

4. Identificação dos serviços

5. Levantamento dos quantitativos

6. Discriminação dos custos diretos

7. Discriminação dos custos indiretos

8. Cotação de preços

9. Definição de encargos sociais e trabalhistas

10. Definição da lucratividade

11. Cálculo do BDI - Bonificação e Despesas Indiretas é o fator de majoração que corresponde ao custo indireto e ao lucro

 

Existem índices que já existentes que podem auxiliar na composição do orçamento como o CUB (Custo Unitário Básico da Construção Civil), Custo Unitário PINI de Edificações, SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil), entre tantos outros.

 

Para auxiliar você vamos disponibilizar um modelo de orçamento para uma obra residencial para melhor visualização de uma planilha orçamentária. Para download clique aqui.

 

 

Referências Bibliográficas: Como preparar orçamento de obras - Aldo Dóres Mattos

 

 

 

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